Democracia de Gênero: é possível um pacto entre as mulheres?

Teresa Kleba Lisboa

Resumo


Partimos do pressuposto que a democracia de gênero é uma meta, uma utopia a ser alcançada, transformando as relações sociais de acordo com os princípios democráticos propostos em lei. Os dinâmicos processos de construção democrática permitem identificar ao longo da história, uma perspectiva de gênero diferenciada para homens e mulheres que se expressa em pelo menos dois níveis: na construção da cidadania e nas instituições democráticas do Estado. Defendemos neste artigo, que uma democracia de gênero passa pela igualdade de oportunidades para homens e mulheres e pela equiparação das mulheres com os homens nos espaços e atividades consideradas masculinas; propomos pactos intragenéricos - entre as mulheres, e pactos intergenéricos – entre homens e mulheres, uma vez que a condição política de pactante só se alcança na dimensão coletiva. Em face dos lamentáveis escândalos de corrupção ocorridos nos últimos meses, no Brasil, perguntamos: se nós mulheres nos uníssimos em pactos poderíamos minimizar esses escândalos? Se houvesse mais mulheres assumindo cargos de poder existiria menos corrupção e mais ética na política? Concluímos que necessitamos de mais mulheres ocupando espaços de poder para que nossas reivindicações possam ser reconhecidas e consideradas. E que os “pactos entre as mulheres” devem ser complementados com os pactos entre mulheres e homens visando uma sociedade mais justa, mais igualitária e com mais equidade de gênero.


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